Pinturas

H. Oliveira 160 x 180 cm

HENRIQUE OLIVEIRA

SEM TITULO

ACRILICA SOBRE TECIDO

2009

160 X 180CM

Acervo

Biografia
Henrique Oliveira (Ourinhos SP 1973). Pintor e artista multimídia. Forma-se em comunicação social em 1996, na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e, em 2004, em pintura, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Em 2005, recebe o prêmio Visualidade Nascente, do Centro Universitário Maria Antonia (Ceuma). Dois anos depois, torna-se mestre em poéticas visuais, pela ECA/USP, cujo projeto recebe bolsa de estudos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Comentário Crítico
As obras de Henrique Oliveira, em diferentes meios, não respeitam uma ordem cronológica de substituição de uma poética por outra, pois ele as produz simultaneamente, mas sempre preocupado com questões próprias da pintura. Um tipo de pintura que aparenta ser uma colagem de pinceladas diversas, compostas de sentidos e cores variados, que muitas vezes se sobrepõem. Elas remetem à abstração informal, mas não deixam a impressão da pintura gestual - o gesto do artista é medido, planejado. Várias também são as maneiras de se pintar, tendo como resultado estampas quase abstratas. Oliveira é um pesquisador da técnica e do material. Esta apreensão se dá tanto em suas obras como em seu trabalho de mestrado, intitulado Pintura e Linguagem Pictórica: Técnicas e Materiais na Arte Contemporânea Brasileira (2007), em que o artista pesquisa as propriedades das tintas e a possibilidade de utilização de restos de madeira.

Na série de instalações Tapumes, iniciada em 2003, o Oliveira discute, ainda, a pintura como linguagem. Ela consiste em pedaços ou lascas de madeira justapostas e sobrepostas, de cores variadas ou mesmo sem cor, desgastadas pelo tempo - é uma composição de reaproveitamento. O artista subverte a função original dos tapumes - geralmente erguidos para que construções inacabadas não sejam vistas -, expondo exatamente o que foi feito para esconder. Algumas obras dessa série, elaboradas para locais específicos, apresentam relevos rugosos que se projetam da base. Em outras, o artista cria volumes inchados que, com três metros de altura, tocam o teto dos espaços onde são expostos, como se os tapumes planos tivessem sido inflados.

Os Tapumes transformam-se na série Túnel ao se tornarem tridimensionais. Por criarem salas e galerias, lembram cavernas e provocam o olhar do observador, que é atraído por suas reentrâncias. Os restos de madeira reaproveitados ainda estão lá, mas a superfície plana foi deixada para trás. A série Nuvem, de 2007 e 2008, constitui-se de um aglomerado de colchões e travesseiros presos entre si, formando um enorme todo que fica suspenso no ar. O interesse pelas cores e texturas está presente mais uma vez. Porém, nesse caso, são volumes justapostos e sobrepostos de maneira mais fragmentada, sem criar volumes compactos.

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