Pinturas

NIURA BELLAVINHA 2 X 3 M

NIURA BELLAVINHA

SEM TITULO

TINTA ACRILICA SOBRE TELA

2001

2.00 X 3.00

Acervo

Biografia
Niura Machado Horta Bellavinha (Belo Horizonte, MG, 1962). Artista multimídia. De 1976 a 1977 freqüenta o curso livre de artes da Escola Guignard, em Belo Horizonte, e nessa época conhece Amilcar de Castro (1920-2002). Em 1978 ingressa no curso de graduação da Escola Guignard, onde se forma em pintura, com orientação de Carlos Wolney (1948), e litografia, orientada por Lotus Lobo (1943), em 1984. No mesmo período, freqüenta as oficinas de gravura da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, onde estuda antropologia e estética com Sônia Viegas e Moacyr Laterza. De 1980 a 1988, a artista é orientada, em seu ateliê e no Núcleo Avançado de Artes, por Amilcar de Castro. Apresenta performance com o Grupo Pagú - do qual é diretora de arte - na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Estuda na Parsons School of Design, em Nova York, em 1986. É orientada por Iberê Camargo (1914-1994), em 1987 e 1989. Em 1994 participa da 22ª Bienal Internacional de São Paulo e é professora do curso de pintura na Escola Guignard, até 1995. No ano seguinte, passa a viver no Rio de Janeiro. Ministra workshop na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), em 2003, em paralelo à montagem da obra Sabará-Mangueira.

Comentário Crítico
Niura Bellavinha começa a expor em Belo Horizonte na década de 1980, dedicando-se à pintura. A cor como elemento constitutivo da pintura é o cerne do trabalho da artista, que utiliza tons de vermelho e azul. Realiza suas telas sobrepondo pinceladas largas verticais e horizontais para depois aplicar jatos de água e ar comprimido de alta pressão sobre a massa de tinta, criando assim alguns espaços translúcidos ou revelando o branco da tela.

Em sua trajetória explora as qualidades da cor - geralmente utilizada em forma de pigmento puro - nas pinturas, instalações, interferências urbanas e performances, como em A Medida do Impossível, 2005, que culmina com as cinco mulheres que atuam nessa ação soprando no ar punhados de pigmento vermelho, anteriormente depositados em pratos brancos. Ou na interferência Espelho Móvel (ReTurner), 2003, realizada nos espelhos d'água da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, e da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, na qual uma série de refletores comandados por computador se alternam na projeção de luzes vermelhas sobre a água.

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